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Jan
26

Código de Barras no Brasil

Código de Barras

Código de Barras

Quem não conhece código de barras? Ele está presentes em todos países do mundo e para onde quer que olhamos, lá está ele de novo. Mas não foi sempre assim! Irei falar de como o código de barras foi introduzido no mercado brasileiro, mudando para sempre nossas vidas. As empresas que desbravaram este mercado tiveram que gastar muita saliva para convencer os empresários a aceitar esta nova tendência. No começo da década de 80, algumas empresas já tinham a visão que o código de barras seria muito útil em nosso dia a dia. O grande problema era achar a aplicação o mesmo, ou melhor, fechar o círculo. Surgiram inicialmente a caneta ótica, com ponta de quartzo ou com ponta de safira. Muitas locadoras de vídeo utilizaram este sistema com o intuito de não ter erro nas saídas das fitas (sim, porque DVD nem se sonhava). A missão do atendente era passar a caneta ótica encima do código de barras, numa velocidade constante e numa certa inclinação, tal que o feixe de luz pudesse ser refletido na etiqueta e ser lido de novo. Já as empresas que fabricavam relógio de ponto, começaram a incorporar o sensor de código de barras na fenda do relógio de ponto ou na fenda da catraca. Isto permitiu o surgimento de um nicho no mercado de prestadores de serviço para criação do cartão de código de barras.

Leitores de Código de Barras

Leitores de Código de Barras

Com o tempo o cartão magnético deixou de ser utilizado neste setor, devido ao baixo custo do cartão de código de barras. Esta solução é utilizada até os dias de hoje. Embora o nível de segurança é considerado pequeno, o baixo custo ainda fala bastante alto, no bolso do cliente no momento da aquisição de relógios de ponto e de catracas informatizadas. Vocês podem questionar se não era fácil fraudar o sistema? Sim, era só tirar uma cópia (xerox) do cartão que funcionaria perfeitamente no equipamento. Então os fabricantes encontraram uma forma de dificultar isso. Colocaram uma tarja vermelha, as vezes tão escuras que chamavam de tarja preta, ficava até parecido com cartão magnético. Se o usuário tentasse tirar uma cópia, simplesmente iria aparecer uma tarja negra no local. Claro que para ler este tipo de cartão, o leitor teve que evoluir, surgiu então o leitor com luz infra vermelho. Isto estaria funcionando muito bem até os dias de hoje se não fosse o advento da internet, informando tudo sobre como criar um código de barras. No setor varejista, os supermercados foram os grandes responsáveis para esta tecnologia se espalhar de vez. A coisa funcionou a base de pressão, ou seja, de um lado as empresas de tecnologia apresentavam uma solução que traria muita agilidade no cotidiano dos supermercados. Para que isto funcionasse era preciso que a cadeia de fornecedores de produtos incorporasse um código de barras para diferenciar cada um dos produtos.

Código de Barras EAN13

Código de Barras EAN13

Em 1983 a EAN Brasil foi fundada com a incumbência de dissiminar e coordenar a codificação destes produtos. Cada empresa cadastrada recebe um código e cada produto que for colocado na gôndola, tem um número diferente. Para atender este mercado, foi criado o código de barras padrão EAN13 e EAN8. Basicamente o código é constituído de 13 dígitos (789EEEE PPPPP D) distribuídos da seguinte maneira: os três primeiros identifica o pais 789=Brasil, EEEE é o número da empresa cadastrada na EAN Brasil, PPPPP é o código do produto fabricado por ele e D é o dígito de controle, para que o leitor não cometa erros no memento de identificação do código de barras. Para que isto funcionasse muito bem era preciso um leitor eficiente. Surgiu então os leitores de código de barras a laser e em seguida o multi feixe a laser, para que o operador do caixa se preocupe apenas em mostrar o código de barras para o leitor. Um dos feixes irá realizar a leitura. Ainda bem que tudo isso funcionou, você já imaginou que a tortura de ficar na fila do caixa do supermercado poderia ser ainda maior? O código de barras evoluiu nestes anos e ganhou Código de Barras Bidimensional uma segunda dimensão. Com isso é possível incluir muitas informações numa pequena etiqueta. É como se ele fosse constituído de vários código de barras, um abaixo do outro, permitindo logicamente, mais informação. Você já podem adivinhar que a tecnologia de leitura teve que evoluir mais uma vez. Foi criado o leitor de código de barras bidimensional, ele tem uma varredura a laser horizontal (rápida) e uma varredura vertical (lenta). Isto já foi utilizado em aeroportos, movimentação de materiais, logística e correios. Praticamente 30 anos se passaram e o código de barras cada vez mais se solidifica no mercado. Existem muito mais aplicações e muitos exemplos de utilização do que foi citado aqui. Ainda acredito que o código de barras será superado em breve por outras tecnologias que existem e outras que ainda estão por vir, mas dificilmente terão um custo benefício igualado ao do código de barras.

Fonte: Acesso e Ponto

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